sexta-feira, 10 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
...
Desta vez, Clarissa Corrêa é quem fala por "nós".
"[...]
Antes eu achava que todo mundo era meu amigo. Um dia, depois de muito sentir um gosto amargo e horrível na boca, descobri que muita gente queria me ferrar. Sim, as pessoas querem (e vão, me desculpa, mas vão) te ferrar. Tem amigo que não suporta te ver feliz. Tem conhecido que não aguenta ver o teu sucesso. Tem amigo que não gosta de ver que o teu relacionamento está dando certo. Tem parente que sente um ciúme trouxa. Tem gente que não sabe o que é gostar. Tem gente que não respeita nada. Acredito no seguinte: o olho das pessoas que gostam de você sempre vai brilhar quando alguma coisa boa te acontece. Se ele não brilha, meu amigo, "há algo errado no paraíso".
Educação a gente não compra. Não existe um personal educator. Boas maneiras a gente aprende com a vida (ou não). A elegância e o estilo a gente adquire com o tempo (ou não). Mas os limites (ah, os limites!) a gente que estabelece. Eu quero que você vá até aqui. Eu não quero que você passe desse ponto. E assim vamos vivendo (deixando bem claro pra todo mundo que não dá pra confundir as coisas)."
Clarissa Corrêa - trecho de "Confusões e confissões".
Pois é, Clarissa, pois é...
"[...]
Antes eu achava que todo mundo era meu amigo. Um dia, depois de muito sentir um gosto amargo e horrível na boca, descobri que muita gente queria me ferrar. Sim, as pessoas querem (e vão, me desculpa, mas vão) te ferrar. Tem amigo que não suporta te ver feliz. Tem conhecido que não aguenta ver o teu sucesso. Tem amigo que não gosta de ver que o teu relacionamento está dando certo. Tem parente que sente um ciúme trouxa. Tem gente que não sabe o que é gostar. Tem gente que não respeita nada. Acredito no seguinte: o olho das pessoas que gostam de você sempre vai brilhar quando alguma coisa boa te acontece. Se ele não brilha, meu amigo, "há algo errado no paraíso".
Educação a gente não compra. Não existe um personal educator. Boas maneiras a gente aprende com a vida (ou não). A elegância e o estilo a gente adquire com o tempo (ou não). Mas os limites (ah, os limites!) a gente que estabelece. Eu quero que você vá até aqui. Eu não quero que você passe desse ponto. E assim vamos vivendo (deixando bem claro pra todo mundo que não dá pra confundir as coisas)."
Clarissa Corrêa - trecho de "Confusões e confissões".
Pois é, Clarissa, pois é...
terça-feira, 31 de maio de 2011
Para que tu entendas...
A minha "conselheira" diz por mim.
EM CASO DE DESPRESSURIZAÇÃO
Martha Medeiros
Eu estava dentro de um avião, prestes a decolar, e pela milionésima vez na vida escutava a orientação da comissária: "Em caso de despressurização da cabine, máscaras cairão automaticamente à sua frente. Coloque primeiro a sua e só então auxilie quem estiver ao seu lado." E a imagem no monitor mostrava justamente isso, uma mãe colocando a máscara no filho pequeno, estando ela já com a dela.
É uma imagem um pouco aflitiva, porque a tendência de todas as mães é primeiro salvar o filho e depois pensar em si mesma. Um instinto natural da fêmea que há em nós. Mas a orientação dentro dos aviões tem lógica: como poderíamos ajudar quem quer que seja estando desmaiadas, sufocadas, despressurizadas?
Isso vem ao encontro de algo que sempre defendi, por mais que pareça egoísmo: se quer colaborar com o mundo, comece por você.
Tem gente à beça fazendo discurso pela ordem e reclamando em nome dos outros, mas mantém a própria vida desarrumada. Trabalham naquilo que não gostam, não se esforçam para manter uma relação de amor prazerosa, não cuidam da própria saúde, não se interessam por cultura e informação e estão mais propensos a rosnar do que a aprender. Com a cabeça assim minada, vão passar que tipo de tranqüilidade adiante? Que espécie de exemplo? E vão reivindicar o quê?
Quer uma cidade mais limpa, comece pelo seu quarto, seu banheiro e seu jardim.
Quer mais justiça social, respeite os direitos da empregada que trabalha na sua casa.
Um trânsito menos violento, é simples: avalie como você mesmo dirige.
E uma vida melhor para todos? Pô, ajudaria bastante pôr um sorriso nesse rosto, encontrar soluções viáveis para seus problemas, dar uma melhorada em você mesmo.
É uma imagem um pouco aflitiva, porque a tendência de todas as mães é primeiro salvar o filho e depois pensar em si mesma. Um instinto natural da fêmea que há em nós. Mas a orientação dentro dos aviões tem lógica: como poderíamos ajudar quem quer que seja estando desmaiadas, sufocadas, despressurizadas?
Isso vem ao encontro de algo que sempre defendi, por mais que pareça egoísmo: se quer colaborar com o mundo, comece por você.
Tem gente à beça fazendo discurso pela ordem e reclamando em nome dos outros, mas mantém a própria vida desarrumada. Trabalham naquilo que não gostam, não se esforçam para manter uma relação de amor prazerosa, não cuidam da própria saúde, não se interessam por cultura e informação e estão mais propensos a rosnar do que a aprender. Com a cabeça assim minada, vão passar que tipo de tranqüilidade adiante? Que espécie de exemplo? E vão reivindicar o quê?
Quer uma cidade mais limpa, comece pelo seu quarto, seu banheiro e seu jardim.
Quer mais justiça social, respeite os direitos da empregada que trabalha na sua casa.
Um trânsito menos violento, é simples: avalie como você mesmo dirige.
E uma vida melhor para todos? Pô, ajudaria bastante pôr um sorriso nesse rosto, encontrar soluções viáveis para seus problemas, dar uma melhorada em você mesmo.
Parece simplório, mas é apenas simples. Não sei se esse é o tal "segredo" que andou circulando pelos cinemas e sendo publicado em livro, mas o fato é que dar um jeito em si mesmo já é uma boa contribuição para salvar o mundo, essa missão heróica e tão bem intencionada.
Claro que não é preciso estar com a vida ganha para ser solidário. A experiência mostra que as pessoas que mais se sensibilizam com os dilemas alheios são aquelas que ainda têm muito a resolver na sua vida pessoal. Por outro lado, elas não praguejam, não gastam seu latim à toa: agem. A generosidade é seu oxigênio.
Tudo o que nos acontece é responsabilidade nossa, tanto a parte boa quanto a parte ruim da nossa história, salvo fatalidades do destino e abandonos sociais. E, mesmo entre os menos afortunados, há os que viram o jogo, ao contrário daqueles que apenas viram uns chatos. Portanto, fazer nossa parte é o mínimo que se espera.
Antes de falar mal da "Caras", pense se você mesmo não anda fazendo muita fofoca. Coloque sua camiseta pró-ecologia, mas antes lembre-se de não jogar lixo na rua e nem de usar o carro desnecessariamente. Reduza o desperdício na sua casa.
Uma coisa está relacionada com a outra: você e o universo. Quer mesmo salvá-lo? Analise seu próprio comportamento. Não se sinta culpado por pensar em si próprio. Cuide do seu espírito, do seu humor. Arrume seu cotidiano. Agora sim, estando quite consigo mesmo, vá em frente e mostre aos outros como se faz.
Claro que não é preciso estar com a vida ganha para ser solidário. A experiência mostra que as pessoas que mais se sensibilizam com os dilemas alheios são aquelas que ainda têm muito a resolver na sua vida pessoal. Por outro lado, elas não praguejam, não gastam seu latim à toa: agem. A generosidade é seu oxigênio.
Tudo o que nos acontece é responsabilidade nossa, tanto a parte boa quanto a parte ruim da nossa história, salvo fatalidades do destino e abandonos sociais. E, mesmo entre os menos afortunados, há os que viram o jogo, ao contrário daqueles que apenas viram uns chatos. Portanto, fazer nossa parte é o mínimo que se espera.
Antes de falar mal da "Caras", pense se você mesmo não anda fazendo muita fofoca. Coloque sua camiseta pró-ecologia, mas antes lembre-se de não jogar lixo na rua e nem de usar o carro desnecessariamente. Reduza o desperdício na sua casa.
Uma coisa está relacionada com a outra: você e o universo. Quer mesmo salvá-lo? Analise seu próprio comportamento. Não se sinta culpado por pensar em si próprio. Cuide do seu espírito, do seu humor. Arrume seu cotidiano. Agora sim, estando quite consigo mesmo, vá em frente e mostre aos outros como se faz.
Entendeu agora? Então faça assim.
Limite...
Na minha vida, a morte é o que me limita de fazer tudo o que eu ainda quero. O resto são pedras no caminho. E eu me dou o direito de chutar uma por uma...
Pense nisso!
Pense nisso!
sexta-feira, 27 de maio de 2011
...
Eu fiz a minha vida e amo ela do jeitinho que ela é.
Fui atrás de conhecimento, li e reli livros, busquei várias maneiras de me encontrar e, enfim, consegui.
Hoje tento ser o orgulho daqueles que eu amo. Várias coisas ainda tenho preguiça de fazer, mas eu me permito sentir preguiça e sinto o que eu quiser sentir até o dia em que eu não mandar mais na minha vida.
Olho à minha volta: tenho tudo. Muitas coisas com a ajuda da minha família, muitas coisas que eu consegui com o meu suor. Mas sempre com a ajuda de Deus, primeiramente.
Deu certo. Eu consegui. Eu consegui me tornar uma mulher independente. Uma mulher independente com a família mais linda do mundo e os cachorros mais fofos do universo. Pode ser ridículo, mas é o meu mundo. O mundo que eu fiz e o que eu conquistei. O que é a mesma coisa.
Quantas milhares de vezes eu deitei a cabeça no travesseiro desejando poder ser cada dia melhor. Desejando poder dar orgulho para os meus avós antes deles partirem. E só eu sei o quanto de orgulho eu ainda quero dar.
Há quem olhe pra mim com aquele ar "sufocado", morrendo de vontade de dizer que não gosta de mim, que eu tenho cara de faz-nada. Não é novidade nenhuma pra mim. Isso já me machucou um dia, mas não machuca mais. Só entra nos meus ouvidos aquilo que eu realmente quero escutar e o que eu sei que é verdade. Se não for, pode ficar do lado de fora da porta, por favor.
Eu durmo muito. Amo dormir. Dormir me faz bem e não vou negar nunca. Mas, desde quando, dormir é sinal de total sedentarismo? As pessoas sabem a hora em que eu acordo, mas não sabem das noites em que eu não dormi para ser perfeita nos detalhes. Quando diz respeito à vida alheia, as pessoas vêem o que elas querem. Sem detalhes, sem retoques. Apenas do jeito que elas querem.
O meu resultado é o tudo. O meu tudo. São as quinze, trinta noites, que seja, sem dormir direito para poder ter o que eu quero, o que eu desejo. Poucas na visão de alguns, mas o bastante pra me ajudar a construir o meu cantinho, o meu lar.
A minha família, as minhas conquistas, o meu conhecimento é que mostra quem eu realmente sou.
A minha felicidade está diante daquilo que eu tenho e daquilo que eu ainda quero ter e não daquilo que já passou, que já não faz mais parte da minha vida. Eu quero ser sempre mais e olhar pra trás me atrasa.
Gostando ou não, eu sou feliz assim. E eu quero ser feliz desse jeito: com os meus detalhes, com os meus retoques. Com a tinta da cor que eu quiser...
Fui atrás de conhecimento, li e reli livros, busquei várias maneiras de me encontrar e, enfim, consegui.
Hoje tento ser o orgulho daqueles que eu amo. Várias coisas ainda tenho preguiça de fazer, mas eu me permito sentir preguiça e sinto o que eu quiser sentir até o dia em que eu não mandar mais na minha vida.
Olho à minha volta: tenho tudo. Muitas coisas com a ajuda da minha família, muitas coisas que eu consegui com o meu suor. Mas sempre com a ajuda de Deus, primeiramente.
Deu certo. Eu consegui. Eu consegui me tornar uma mulher independente. Uma mulher independente com a família mais linda do mundo e os cachorros mais fofos do universo. Pode ser ridículo, mas é o meu mundo. O mundo que eu fiz e o que eu conquistei. O que é a mesma coisa.
Quantas milhares de vezes eu deitei a cabeça no travesseiro desejando poder ser cada dia melhor. Desejando poder dar orgulho para os meus avós antes deles partirem. E só eu sei o quanto de orgulho eu ainda quero dar.
Há quem olhe pra mim com aquele ar "sufocado", morrendo de vontade de dizer que não gosta de mim, que eu tenho cara de faz-nada. Não é novidade nenhuma pra mim. Isso já me machucou um dia, mas não machuca mais. Só entra nos meus ouvidos aquilo que eu realmente quero escutar e o que eu sei que é verdade. Se não for, pode ficar do lado de fora da porta, por favor.
Eu durmo muito. Amo dormir. Dormir me faz bem e não vou negar nunca. Mas, desde quando, dormir é sinal de total sedentarismo? As pessoas sabem a hora em que eu acordo, mas não sabem das noites em que eu não dormi para ser perfeita nos detalhes. Quando diz respeito à vida alheia, as pessoas vêem o que elas querem. Sem detalhes, sem retoques. Apenas do jeito que elas querem.
O meu resultado é o tudo. O meu tudo. São as quinze, trinta noites, que seja, sem dormir direito para poder ter o que eu quero, o que eu desejo. Poucas na visão de alguns, mas o bastante pra me ajudar a construir o meu cantinho, o meu lar.
A minha família, as minhas conquistas, o meu conhecimento é que mostra quem eu realmente sou.
A minha felicidade está diante daquilo que eu tenho e daquilo que eu ainda quero ter e não daquilo que já passou, que já não faz mais parte da minha vida. Eu quero ser sempre mais e olhar pra trás me atrasa.
Gostando ou não, eu sou feliz assim. E eu quero ser feliz desse jeito: com os meus detalhes, com os meus retoques. Com a tinta da cor que eu quiser...
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Waiting...
'I wait in the rain, I wait in the sun.
Please, relieve me from these pains
Oh pains, just pains.
I love you, yes I do.
But tell me do you really love me too.'
Bob Marley
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Saco cheio!
Minha vida é feita de diversão, abraços apertados e friozinhos na barriga. A mesmice me põe pra baixo e me faz questionar Deus umas 999 vezes, mesmo sabendo que Ele não tem culpa de nada.
Meu saco fica cheio de tanto esperar e, quando eu espero algo de alguém, ele quase estoura.
Melhor mesmo é beber. Depois de algumas garrafinhas, deito a cabeça no travesseiro e começo a ver cavalos brancos e um príncipe vindo me buscar.
Um sinalzinho de esperança depois de fechar os olhos me faz ficar bem. E como faz!
See ya in my dreams, honey!
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